A educação afrocentrada tem sido um importante instrumento de transformação social na Escola Municipal Serra das Areias, situada em Aparecida de Goiânia (GO). Com o projeto Ciranda Goiana de Afrobetização, mais de 150 alunos estão sendo impactados por oficinas educativas e culturais.
O projeto, idealizado pelo MADARA Núcleo de Direito e Justiça Cultural, conta com o apoio da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) e visa reforçar a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, conforme estipulado pela Lei Federal nº 10.639.
As atividades promovidas na escola também buscam estimular a autoestima e a curiosidade dos alunos, proporcionando uma nova perspectiva sobre suas identidades e cultura. O projeto é um dos 1.000 selecionados entre mais de 3 mil inscrições feitas pela SNJ em todo o Brasil.

Impacto nas Alunas e Alunos da Escola
Mais de 150 alunos da Escola Municipal Serra das Areias, situada no território quilombola Jardim das Cascatas, em Aparecida de Goiânia (GO), estão sendo beneficiados pelo projeto Ciranda Goiana de Afrobetização. Esta iniciativa, promovida pelo MADARA Núcleo de Direito e Justiça Cultural em colaboração com a Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), visa a implementação da Lei Federal nº 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. O projeto se destaca pela sua abordagem de Educação afrocentrada, que valoriza a identidade e a cultura dos estudantes.
Os alunos têm demonstrado um aumento significativo na autoestima e no interesse por suas raízes culturais, o que se reflete em suas atitudes e comportamentos. Por exemplo, muitos estudantes começaram a modificar seus estilos pessoais, sentindo-se mais confortáveis e orgulhosos de suas origens.
Oficinas e Atividades Culturais Desenvolvidas
As oficinas realizadas no âmbito do projeto abrangem diversos temas, como a valorização dos saberes afro-brasileiros e a introdução a símbolos culturais. Um dos destaques é a exploração dos Adinkra, que são símbolos ancestrais de Gana, representando conhecimentos e filosofias africanas. As atividades também buscam despertar a curiosidade dos alunos em relação a autoras e autores negros, estimulando um ambiente de aprendizado rico e culturalmente informativo.
No dia 5 de outubro, 76 estudantes participaram de uma aula teórica sobre os símbolos Adinkra e, posteriormente, no dia 7 de outubro, eles se envolveram em uma oficina de estamparia, criando suas próprias interpretações desses símbolos. Essas atividades práticas têm como objetivo não apenas ensinar, mas também reforçar a conexão dos alunos com suas heranças culturais.
A atuação dos educadores também é um aspecto central do projeto. Os docentes estão sendo capacitados para mediar o aprendizado e integrar os conceitos de identidade afro-brasileira nas suas práticas diárias, promovendo um ambiente educacional que fomente o protagonismo juvenil.
Perspectivas Futuras do Projeto
A advogada Ana Cristina de Sousa, que coordena o projeto, almeja que a iniciativa se torne uma referência em Educação afrocentrada e antirracista. Ela acredita que o futuro do Ciranda Goiana de Afrobetização deve incluir a articulação de tecnologias ancestrais com futuridades, potencializando o protagonismo juvenil e promovendo uma maior interação entre gerações. O projeto busca fortificar a relação entre a comunidade local e a educação formal, consolidando uma educação que respeite e valorize as culturas negras no Brasil.
A implementação de uma Mostra Científica Cultural está prevista para ocorrer no dia 19 de novembro e refletirá todo o aprendizado e as produções desenvolvidas pelos alunos no contexto das oficinas e atividades pedagógicas. Essa mostra será uma oportunidade para que os estudantes apresentem seus trabalhos e compartilhem suas experiências com a comunidade escolar e local, fortalecendo o legado educativo deixado pelo projeto.

